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Maria

Maria gosta de sorrir e Manuel apaixona-se pelo seu sorriso. Beijam-se, namoram, zangam-se, partem sozinhos para outras paragens. Reencontram-se anos depois, beijam-se e namoram anos depois. Mas Maria já não sorri, o seu sorriso foi devorado pelas rugas que a vida lhe desenhou no rosto, pelas cicatrizes que ela fez nascer nos seus próprios pulsos. Manuel já não se sente apaixonado, e desaparece como um fugitivo pela madrugada deixando o seu corpo nos lençóis mornos, a levar de braçado o casaco dobrado e a recordação do sorriso desaparecido.



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