Alcheringa

- Sabes dizer-me alguma coisa do Tempo do Sonho? – perguntou o jovem ao ancião – ele existiu, como dizem, na Primeira Idade do mundo ou será alcançado por nós quando os tempos acabarem?

O ancião de olhos baços olhou uma vez mais a autoestrada rasgada num campo de cravos rubros e desfez o silêncio com palavras distantes:


- O Tempo do Sonho não se encontra no princípio nem no fim do mundo, ele acompanha o nosso caminho, sepultado sob os nossos passos. 


Sem comentários:

Enviar um comentário

arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...