(...)

Turquesa e azul escuro a noite descia sobre a Terra esbraseada e calcinada pelo sol, as corujas abriram os olhos de luz, os vermes cor-de-osso irromperam na terra gretada como pensamentos recalcados e magros que aguardavam na penúria o apelo das trevas e a brisa entre as árvores trouxe-lhe esporos caídos das caudas dos cometas
Ele permanecia quieto, desvaído, sem forças
Turquesa e azul escuro a noite escurecida e a despertar a Terra dessedentada pelas estrelas,
ambas reais, sensíveis, presentes ao olhar e ao tacto, estavam ali, à sua volta, quietas e absortas, como se contemplassem com fundo respeito, o sangue renovador que fluía dos seus pulsos cortados

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