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Marx

O médico estuda o velho visionário que oscila na sua cadeira de balouço com mais impulso e força do que aquela que seria realmente necessário empregar. É um louco e faz coisas de louco – deveria pensar. Mas continua a estudá-lo com afinco. Balança-se para trás e para a frente com energia, mas sem excesso, não existe o risco dos movimentos da cadeira se descontrolarem e ele ser projetado. É uma força exagerada, mas empregue com medida e razão. Não indicam sanidade mental mas, no entanto, também não a excluem. Tenta fazer conversa, colocar questões que sabe serem úteis e importantes para avaliar alguém, mas não obtém nenhuma resposta. O médico aborrece-se por fim, e deixa o senhor Marx na sua cadeira de balouço, rumando para o seu próprio camarote. Marx é um visionário que balança a sua cadeira de balouço ao ritmo da ondulação do mar. Antes de chegar ao camarote, faz um desvio até ao refeitório. Aproximava-se a hora de almoço. Os poucos comensais que já ali estavam estão agarrados as mesas ou às próprias cadeiras em que estão sentados. Balançam à mesma, mas segundo os caprichos do mar. E parecem tão assustados e mal-dispostos que o médico duvida que consigam comer alguma coisa.

Geena

                No rincão das matas enegrecidas, onde as árvores carbonizadas se assemelhavam a costelas fraturadas do corpo de uma ...