Majestade congelada

As pessoas, todas as pessoas, passavam sem lhe dizer nada - nem uma palavra! Não demoram o seu tempo, não moram os seus olhos nele; antes quebram o olhar diante de si, e infletem a atenção para uma carica de garrafa no lajedo, ou o caminhar balouçante de um pombo de penas sujas. As pessoas não queriam nada dele, nem mesmo as crianças, que são mais sãs e generosas do que os seus pares mais velhos e envilecidos.
Sentia-se mortificado e trazia o coração num bloco de pedra.
Era uma estátua muito triste.

arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...