eroísmo



    Na Cartagena das Índias construíram muralhas e fortificações, aprestadas com canhões de bronze e renques de armas de fogo encostados aos cantos abrigados das torres de vigia. Havia ouro e fome de ouro dos dois lados da muralha, e as lâminas das espadas sentiam uma idêntica sede de sangue. Defendida, tomada, resgatada, tomada outra vez, a Cartagena das índias tinha ruas como veias por onde corria o sangue e o ouro. Numa casa de pedra do bairro dos latoeiros, mesmo no centro de Cartagena das Índias, vivia uma jovem órfã com a sua velha avó, pela qual se apaixonou Juan Rincón, marceneiro jovem nascido na ilha Hispaniola. O seu amor foi correspondido pela jovem órfã. Casaram-se, e tiveram doze filhos. Foram felizes, e amaram-se quanto puderam, e criaram os filhos o melhor que puderam e souberam. O casal e os filhos não foram heróis ou piratas, não defenderam ou saquearam tesouros, por isso, não se admirem se não se falar deles quando se contar a história dourada e heroica de Cartagena das Índias

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