O que poderíamos fazer com três milhões de nadas?


   Caminhar na Lua, atravessar portas no ar, abraçar alguma nuvem mais jovem e dócil, dizer o indizível, escrever o verso impossível, atar palavras ao cais da memória com correntes de ar, navegar entre o ontem e a eternidade numa casca de nós, profetizar o que já sucedeu com um riso sem siso, e convidar o amor para a nossa casa e fazer-lhe a Kama.
   Com três milhões de nadas,
   é seguro, 
   que continuaríamos a sonhar.

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