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ABCDário - U de Unívoco


   Rosmaninhal, foi sempre uma aldeia pequena, um núcleo de casas de granito e tijolo, emberçado no fundo dum vale entre encostas com choupos, hortas e cercados. Um quinto das casas ainda é ocupada, e as restantes estão abandonadas, porque os donos partiram em busca do sonho distante e traiçoeiro. Em Rosmaninhal, o futuro não é animador e vive-se devagar. Pelo correr das coisas, pareceria que a aldeia continuaria a despovoar-se até não restar ninguém nas casas de granito. Mas tudo começou a mudar quando chegou á aldeia um homem que era órfão, não tinha pai nem mãe, e pediu ás pessoas se podia ocupar uma das casas devolutas da aldeia. As pessoas concordaram, satisfeitas por haver uma cara nova na terra. Depois desse, vieram outros, homens e mulheres, todos órfãos de pai e mãe. Via-se que vinham a convite ou incitamento do primeiro órfão que lá chegara. Os habitantes de Rosmaninhal receberam-nos bem, cederam-lhes as casas desabitadas, trabalharam para tornar essas casas habitáveis, e ofereciam-lhes as primícias das hortas e pomares para lhes mostrar como a sua chegada era agradável para eles. Como resultado de tudo isto, a população de Rosmaninhal aumentou, e os órfãos recém-chegados instalaram-se nas casas antigas, quatro e seis em cada uma, e depressa estavam integrados na comunidade. Eram amistosos e muito conversadores, e todos gostavam deles. É certo, que não fizeram grande coisa para retribuir a generosa hospitalidade dos habitantes de Rosmaninhal, mas ninguém os levava a mal por isso, porque os órfãos não tinham muita saúde, e a idade muito avançada de todos eles não permitia que auxiliassem no pastoreio ou no duro trabalho dos campos.


Geena

                No rincão das matas enegrecidas, onde as árvores carbonizadas se assemelhavam a costelas fraturadas do corpo de uma ...