Às portas de Tebas

Sentia-se saturado da vida de todos e da sua própria vida de todos os dias e todos os lugares, não suportava a rotina, os mecanismos e repetições que desempenhava no trabalho, em casa, ou quando estava um pouco com os amigos.
Fugiu, então.
Conduziu o seu carro para longe, desfiando estradas até se acabar a gasolina.
Prosseguiu a pé, enquanto não lhe doeram os pés.
Quando já não conseguia andar, teimou em continuar, a gatinhar como um bebé. E foi assim que chegou á porta da casa da mãe.
Mas não pôde entrar. Na porta, o anúncio da agência funerária com a fotografia dela revelava-lhe que tal já não era possível.




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