O espaço que o ser ocupa


   A Dona Adozinda está sempre à janela da sala, e todos acenam para ela, os vizinhos, o carteiro, as crianças que brincam na rua. Mas um dia suspeitam de algo, e comunicam à polícia, que intervém. A Dona Adozinda está morta, o seu corpo apodrece no chão do quarto. Era à sua imagem, à recordação que dela retinham, que todos prodigalizavam acenos.

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