"Creio que um escritor não começa por uma ideia abstrata. Começa antes por uma imagem que, ocasionalmente, chegou até ele. Kipling disse que era permitido a um escritor criar fábulas e não saber qual era a moralidade dessas fábulas. Isso pertence aos outros. O escritor propõe símbolos. Quanto à significação desses símbolos, ou à moralidade de que deles se pode tirar, é função da crítica, dos leitores. Não é a sua função. O escritor escreve a sua história; escreve-a com fidelidade. Quero dizer que ele é fiel ao seu sonho, não à maneira de um historiador ou de um jornalista. Ele é fiel de outro modo. Depois da história escrita, ela deve trilhar o seu caminho!"

- Jorge Luís Borges, citado de "Georges Charbonnier, "Entrevistas com Jorge Luís Borges", Editora Início, Lisboa, s/d
- (o itálico é meu).

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