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A mostrar mensagens de Março, 2013
O dia foi breve, a noite chegou depressa. Meteram-se os dois no carro para ir passear o seu cansaço, ele muito preocupado com a má visibilidade causada pelo médio fundido, ela ausente já, ao seu lado, compondo as pregas da saia, a gola levantada do casaco, e murmurando qualquer coisa de vago sobre a chuva depois de sacudir a cinza de tabaco do seu pulso. O carro rodou pelas ruas de todos os dias, conseguiam identificar algumas silhuetas, sombras transeuntes, apesar da escuridão e do néon que tudo mescla e funde. Ele, ao volante, decidiu estacionar alguns minutos diante da cafetaria da praça, deixou o motor ligado e saiu por momentos do carro, fez uma chamada e acendeu um cigarro, enquanto a mulher, cansada como ele, admirava sem ânimo o bailado das folhas das palmeiras da praça, e o aspeto curioso do fumo do cigarro dele, exalação mercurial do outro lado do vidro molhado. Ele entrou novamente, e novamente o carro se arrastou pela cidade, desceu até á margem enluarada do rio – pod…

ninho

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Na ponta do seu bico, carregando os materiais para o tronco mais robusto da árvore, a exótica avezinha foi construindo o seu ninho.
Pedaços de vidas, farrapos de ideias e opiniões, ligações abreviadas, promessas para o vazio e fios de memória.
Uns após outros, ligava os materiais, unindo-os e entrançando-os, na paciente construção dum ninho sem prazo e sem fim.

tuít aforístico OU O óbvio é a primeira coisa que se esquece

Porque corres?  Porque não aprendes a ter paciência e a desfrutar das coisas? 
A morte não corre atrás de ti, ela está à tua frente