Crónica dos Oras

   Ora, no Domingo, depois de passado o pico do temporal que assolou o país, peguei no carrito e fui observar os estragos na cidade onde vivo e nos seus arredores mais próximos. Era uma coisa impressionante, tabuletas partidas, árvores arrancadas pela raíz, sonhos alagados, casas destelhados, fragmentos de sonhos dispersos pelo alcatrão e pelos passeios e que a chuva de enxurrada juntara em volta das grelhas de escoamento. Há muito tempo que não via uma coisa assim!  E as pessoas? Devastadas, arrastando as suas pesadas ruínas sobre as pernas frágeis, e a ameaçar soçobrar a qualquer instante. Quando regressei a casa, ainda levava comigo o baço desespero dos seus olhares combalidos. Este temporal irá sobreviver durante muito tempo!

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