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Miniatura 19

   Gus, jovem de dezassete anos, sabe como usar o poder da Mente. Gosta de o fazer apenas quando sai com os amigos à noite (todos parecidos na maneira de vestir e no comportamento - cabeças rapadas, insígnias de suásticas, veneno e gume nas palavras e nos insultos). Bebem, provocam, guerreiam, ferem. É o seu modo de vida. À porta duma discoteca, no meio dos carros estacionados, Gus usa a Mente para atingir um monhé no ombro, sofrendo em troca uma leve unhada de navalha. Mais abaixo, Gus e os amigos provocam o esteróidico segurança dum Centro Comercial e, mais uma vez, é a Mente de Gus que lhe dá vantagem, partindo o pulso ao homem quando este tentava empunhar a arma. A Mente de Gus é poderosa e devastadora, abre caminho na onda violenta como a quilha d'aço dum navio numa lagoa de águas calmas, e usa-a como um soberano usa o ceptro, para governar e castigar. Gus e os amigos repousam um pouco numa pensão sórdida onde uma prostituta que eles conhecem lhe faz um pequeno curativo no corte da navalha, e depois seguem, noite fora, até se cansarem. De madrugada, Gus regressa a casa, o apartamento duplex dos pais. Enrola a Mente no casaco para que os pais não a vejam, e refugia-se no quarto. Exausto, agitado ainda pela bebida e pela droga, coloca a Mente, o seu bastão, numa estante de parede, antes de se atirar vestido para cima da cama. Só então, a Mente repousa.


Geena

                No rincão das matas enegrecidas, onde as árvores carbonizadas se assemelhavam a costelas fraturadas do corpo de uma ...