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As dúvidas do autor afortunado


    «Houve um tempo, em que os Assírios atravessaram o canal do Suez para conquistar a cápsula do tempo que os londrinos haviam erguido sob as areias, coberto de pedras gigantes até formar uma pirâmide gigantesca.
   «Não, não pode ser assim!
   «Houve um tempo em que o califa de Bagdad tentou fugir por entre as movimentações de tanques de guerra, com longas barbas e disfarçado de mendigo, mas foi capturado e morto, enquanto os sacerdotes de Enlil sacrificavam anhos pela fertilidade do rio Eufrates.
   «Não, também não pode ser assim, não faz muito sentido.
   «Houve um rio na Arcádia cujas águas humuosas tinham a coloração avermelhada, que os camponeses atribuíam ao costume que possuíam as mulheres com o mênstruo de se purificarem nas suas águas ou, dizem outros, do sangue sacrificado nas suas margens a um ídolo do Minotauro erguido por cretenses fugidos da ilha quando os americanos a devastaram.
  «Não sei se isto pega. É tarde e estou cansado. Não me ocorrem mais ideias para escrever mais um êxito editorial com vagas ligações ao mundo que todos conhecem.
   «Talvez se eu diversificar um pouco no próximo livro, e tentar uma daquelas histórias fáceis que invocam um manuscrito maldito ocultado pelo Vaticano, e cuja posse poderia desvendar a verdadeira identidade de Deus; ou o segredo da Pedra Filosofal cifrado no "Gargântua"de Rabelais».

Geena

                No rincão das matas enegrecidas, onde as árvores carbonizadas se assemelhavam a costelas fraturadas do corpo de uma ...