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versos alejandrinos


A obscuridade das águas

Ouço ressoar a água que cai no meu sonho.
As palavras caem como a água eu caio. Desenho
nos meus olhos a forma dos meus olhos, nado nas minhas
águas, digo-me os meus silêncios. Toda a noite
espero que a minha linguagem logre configurar-me.  E
penso no vento que vem até mim, permanece
em mim. Toda a noite caminhei debaixo da chuva
desconhecida. A mim deram-me um silêncio
pleno de formas e visões (dizes). E corres desolada
como o único pássaro ao vento.

Alejandra Pizarnik
(1936-1972)

Poesia completa AQUI

Geena

                No rincão das matas enegrecidas, onde as árvores carbonizadas se assemelhavam a costelas fraturadas do corpo de uma ...