fumo

   A liberdade havia morrido. Começaram por colocar uma faixa negra, um fumo, no canto das imagens televisivas, nas capas dos livros e dos cd's. Depois, o luto alastrou-se, avançou como um incêndio de fumo muito negro e agora, o fumo não se contentava em ser apenas símbolo, sinal, evocação, agora, havia faixas negras a cobrir palavras, frases, capítulos inteiros, a eclipsar imagens e a emudecer vozes. A liberdade morta já fedia de podre que estava.

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