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   - Se não for assim, não há quem os detenha! – comentou a vendedora da praça, louvando-o implicitamente.
   O polícia concordou. Não era bem, ou já não era, um polícia. Demasiados anos como polícia-sinaleiro, a ordenar o trânsito com gestos iniludíveis no cruzamento principal da cidade, haviam-no esvaziado da fibra e da determinação necessárias a um agente da Lei. 
   Ainda assim, tentando lembrar-se daquilo que em tempos aprendera, apertou a cilha do capacete de polícia sinaleiro e, descalçando as elegantes luvas brancas compridas, tomou o peso ao revólver da corporação, preparando-se mentalmente para enfrentar a ofensiva dos insectos gigantescos.

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