Um conto realista

   "Para onde foi ela?
   Perguntou com a voz lacrimejante ás pedras e ás árvores, ás andorinhas no céu, ás formigas, ao vento, à brisa no lugar do vento, aos rochedos, ao farol no cabo, às pegadas sem nome na areia da praia, à sua sombra alongada, à longa linha d'água no horizonte, ao fragor das ondas, aos estranhos com que se cruzava e ás nuvens no céu.
   Nada nem ninguém lhe respondeu.
   Tal como seria de esperar, porque sabiam, desde o título, que isto não era nenhuma fábula.

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