Treino de campo

   Há quatro dias que o deixaram sozinho no deserto para o seu treino de campo.
   Já não há víveres, nem água. Não existe ninguém, pessoa ou criatura.
   Desconhece quando o virão buscar, ou se alguma vez o farão.
   Tem sede e tem fome, e na sombra duma lapa, contempla a sua própria mão que segura o fuzil; e ela parece-lhe convidativamente  rosada e sumarenta.

Sem comentários:

Enviar um comentário

arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...