Esfinges

   Viu dois cães debaixo das arcadas, na zona histórica da cidade. Estavam ao fresco, fugindo do sol que castigava o largo a descoberto. Olhou-os com desdém (um quase-asco). Olhavam para ele com olhos de gente, suplicantes olhos de gente. Quando ia passar ao seu lado, um deles esticou para ele a patinha e, em troca, recebeu um valente pontapé nas costelas.
   - Porque é que nos estás a bater? - perguntou o companheiro - só estamos a pedir esmola!

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