vida de celulóide

    Em sua casa vivia um boneco malévolo e diabólico, que durante a noite o tentava matar com facas e machadinhas de cortar carne. Era mau e feio como as cobras. Enquanto assistia ao último filme da maratona de filmes que começara a ver cinco horas atrás, lembrou-se por fim: isso não existe, é apenas um boneco de película, o Chucky! Como é que eu me pude enganar??
    Mais tranquilo, viu o resto do filme no canal temático, foi à casa-de-banho soltar o lastro das cervejas que havia bebido, e só então foi abrir a arca de madeira que se agitava no meio do corredor. Ao levantar a tampa, saiu lá de dentro uma figura pequena de cabelos despenteados, e  rosto sujo e arranhado de tanto lutar. Mas não era o boneco diabólico. Era o seu filho.

Mensagens populares deste blogue

Abril de 1918 - o caminho para uma Primavera de sangue

A viagem