Zapping

Zap. Numa sala espaçosa, com decoração Art déco, uma senhora com óculos de professora olha-me por cima dum livro de poemas de Tennyson.
Zap, uma carrada de burgessos comendo hambúrgueres e batata frita.
Zap, uma criança procurando canais pouco infantis.
Zap, dois namorados a nu a partilhar fluidos.
Zap, um velhote meio caído no sofá a ter uma síncope.
Zap, uma pequena multidão buliçosa num café de rua.
Zap...Zap...
Não se encontra nada de jeito nestas casas.
Zap, uma cara sardenta colada ao écrã. Oh, nnnããooo! Viu-me, e vai apagar a televis...

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arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...