pequeno mundo

     Quando a solidão aperta na casa grande, ajoelha-se diante da casa das bonecas, limpa os pequeníssimos móveis, pega em cada figura e sacode o pó das suas roupas e escova ternamente os seus cabelos com uma escova de bonecas. Logo em seguida, recoloca cada uma das figuras no sítio ou dispõem-nas em novos lugares, sentadas a uma mesa ou num sofá, deitadas nas caminhas ou a subir ou descer as escadas. Quando se inclina para as deitar na cama, embala-as primeiro nos braços como se fossem uma filha, a sua filha.

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arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...