a beleza do acordar

   Da mesma forma que algumas televisões, ao serem ligadas, acendem-se no mesmo canal que exibiam quando tinham sido desligadas, também a vida intrínseca ao sono de Ângelo Ibarrúbia seguia um mecanismo idêntico. Há pelo menos trinta e seis anos que Ângelo Ibarrúbia desenvolve o mesmo pesadelo quando dorme, e digo pelo menos, porque o Ângelo não tem uma memória muito precisa dos primeiros meses de vida.



2 comentários:

  1. Acredito sinceramente que há pesadelos contínuos que duram mais tempo que isso... E só são interrompidos para darem lugar a outros pesadelos.

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  2. E se fosse um belíssimo sonho? Talvez o moço gostasse de estar "desligado" da vida por todo o tempo... seria como a bela adormecida, por escolha.

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