As cotas máximas


     O nosso ser – coração, alma, mente, os humores, tudo reunido – possui uma capacidade limitada para novas aquisições e novas experiências de vida – alegrias, desaires, paixões, agonias. 

  Há um limite, como a capacidade dum reservatório de água ou a memória dum disco rígido. 

  Atingido esse limite, há vários recursos a que podemos lançar mão: seja o negarmos a nós próprios e dessa forma arranjarmos novos espaços para o ser que julgamos ser agora; seja o oblívio inconsciente e necessário, ou a transferência das nossas experiências e memórias para o íntimo de pessoas de quem gostamos e em quem depositamos toda a confiança. 

  Eu, por mim, como outros, logo que me aproximei desse limite, comecei a tentar escrever.


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