nacional-saudosismo-anacrónico

   Saem duma camioneta pintada com motivos náuticos, símbolos templários e bandeiras com a cruz de Cristo, e erigem um Padrão dos Descobrimentos no meu quintal. Sem mais, estes fulanos, francamente orgulhosos das suas barbas hirsutas e das vestimentas copiadas daquelas usadas pelos marinheiros de seiscentos, cavam um buraco no relvado e erigem ali o padrão, sob os latidos desesperados do meu cão, preocupado, penso eu, por eles terem profanado uma das suas secretas reservas de ossos. Vou à janela e eles olham-me ameaçadoramente, antes de voltarem para a camioneta a brandir as suas espadas.
   - Estes gajos não existem! - penso para comigo.

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