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Outros dados, e cartas, no final da página
         Vivia numa pequena aldeia da Estremadura chamada Alfeizerão, e enamorara-se da filha dum vizinho quando era rapaz jovem. Sentia, sabia, que ela seria a mulher da sua vida, mas meteu na cabeça que tinha que construir um futuro para ambos e, para isso, precisava ganhar dinheiro, muito dinheiro, e construir uma casa, e provê-la de todos os bens que ela pudesse precisar, e ter dinheiro de reserva para os filhos que ambos pudessem ter.  
    Devido a tudo isso, emigrou, andou embarcado, trabalhou como um mouro, sofreu como um condenado. Mas conseguiu o dinheiro, não obstante alguns aninhos que haviam transcorrido no processo.
    Quando voltou à aldeia natal - já ostentando alguns cabelos brancos na cabeça - o objecto da sua paixão já não se encontrava aí.
    Sem esta explicação prévia, ninguém poderá entender porque é que, num cemitério a dezenas de quilómetros desta aldeia, e na campa duma mulher, existe uma aliança presa a um fio que abraça a cruz de pedra.

Rainha

                Subiu lesto os parcos degraus que separavam o átrio do hotel do recinto sobrelevado onde haviam instalado a receção. Ab...