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Proto-tipinhos

Um amigo meu ia entrar ao trabalho às sete da manhã. Corria o mês de Julho, o dia era tão claro que se podia desenhar as penas da cauda dum milhafre a planar no céu. A uns cinquenta metros da fábrica onde trabalha, a polícia manda-o parar e fazem uma breve vistoria. Documentos, piscas, esguicho do limpa-pára-brisas, estado dos pneus. Tudo em ordem. Mas não é isso que lhe dizem, e passam-lhe uma multa por não ter os mínimos ligados e andar na estrada sem visibilidade suficiente. O meu amigo tenta responder pela lógica:
- A multa não faz sentido - protesta - se vocês me viram para me mandar parar, é porque o carro tinha visibilidade suficiente.
- As coisas são como são - replica um deles, com uma lógica irrepreensível - e se começa a protestar, o valor da multa sobe na mesma proporção.
O meu amigo cala-se, recolhe a multa e segue caminho, depois de acender os faróis nos máximos, os quatro-piscas e a luz do interior do habitáculo.

Rainha

                Subiu lesto os parcos degraus que separavam o átrio do hotel do recinto sobrelevado onde haviam instalado a receção. Ab...