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   Cronista de jornal por profissão e náufrago numa ilha deserta por acidente, deitava ao mar os seus artigos, ternamente enrolados dentro de garrafas vazias de uísque. Era angustiante a dúvida, o desconhecer se alguém, alguma vez, encontraria as garrafas e leria os seus textos, ou se os conseguiria ler na língua em que escrevera, ou se a humidade e o sol não borratariam a tinta, ou se.... O que menos lhe custava, e não o angustiava nem um pouco, ainda era, esvaziar as garrafas.





2 comentários:

  1. Muito boa história! A dúvida que assalta escritores afinal, todos incertos se serão lidos e compreendidos neste mar de textos que afoga o mundo!

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  2. Um comentário poético, Angela. Dava um bom microargumento.

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