Cronista de jornal por profissão e náufrago numa ilha deserta por acidente, deitava ao mar os seus artigos, ternamente enrolados dentro de garrafas vazias de uísque. Era angustiante a dúvida, o desconhecer se alguém, alguma vez, encontraria as garrafas e leria os seus textos, ou se os conseguiria ler na língua em que escrevera, ou se a humidade e o sol não borratariam a tinta, ou se.... O que menos lhe custava, e não o angustiava nem um pouco, ainda era, esvaziar as garrafas.





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