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Outros dados, e cartas, no final da página
   A sua namorada acordou ao seu lado com um belo sorriso na cara.
   - De que te rias? – perguntou – algum sonho bom?
   Ela corou levemente.
   - Não te posso contar. Desculpa!
   Ele desculpou com ligeireza, mas a mesma situação repetiu-se na manhã seguinte, e nas que se seguiram a essa; e já não conseguia parecer tão descontraído.
   - Sonhavas com quê? Com outro homem, ou homens?
   - Não te posso mesmo contar. Desculpa! - Ia pedindo ela, envergonhada, não se atrevendo a confessar-lhe que era mesmo com ele que sonhava, em histórias de enredo fogoso que seria capaz de narrar à irmã ou a uma das amigas, mas não a ele.
   Uma manhã, na foz de uma noite que passara em claro, ele asfixiou o seu sorriso e a sua respiração com a almofada até sentir que ela deixava de se debater na cama. Tirou a almofada do rosto, e ainda descobriu vestígios daquele maldito sorriso.
   «Infiel, mesmo depois de morta!», concluiu ele com um misto de ódio e dor.

1 comentário:

  1. os homens não compreenderão as mulheres,jamais!

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