INSTRUÇÕES:

Outros dados, e cartas, no final da página

O companheiro

       Célia, celibatária e a viver num apartamento pequenino, comprou um candeeiro novo para a sua mesa-de-cabeceira, em bronze e com abajur cónico, a que deu o sugestivo nome de Amor.
   Célia, quando sentia o sono pesar-lhe nos olhos, dizia-lhe: "Boa noite, meu Amor, dorme bem!" e pela manhã, quando acordava, perguntava entre dois bocejos: "Bom dia, Amor. Dormiste bem?".
   Também o ia ver mal regressava a casa, e antes de sair de casa, nunca se esquecia de se despedir: "Xau, Amor!" ou "Até loguinho, Amor!". 
   (Mas Célia evitava beijá-lo, porque os seus lábios queimavam!).

Sem comentários:

Enviar um comentário

Rainha

                Subiu lesto os parcos degraus que separavam o átrio do hotel do recinto sobrelevado onde haviam instalado a receção. Ab...