INSTRUÇÕES:

Outros dados, e cartas, no final da página
     A pequena nave espacial alienígena sai do hiperespaço, com alguns segundos apenas para os seus tripulantes corrigirem a rota de forma a não embater na superfície de Terra. Não embatem, aterrissam, suavemente, no centro duma lixeira a perder de vista a alguns metros do mar. Os tripulantes saem. Em volta só se vê lixo empilhado, uns quantos arbustos raquíticos, e gaivotas a debicar no lixo, aves que eles julgam ser os únicos habitantes do planeta descoberto. Recorrendo ao registo dalgumas línguas do universo e a múltiplas imagens tridimensionais, tentam estabelecer comunicação com as gaivotas, mas sem fruto. Desanimados, entram no seu engenho espacial e mergulham de novo no hiperespaço, levando consigo a crónica sobre uma raça alada inteligente, que foi embrutecida pelos miasmas tóxicos do lixo que produziram.


Versão cartoonada:



    A pequena nave espacial alienígena sai do hiperespaço, com alguns segundos apenas para os seus tripulantes corrigirem a rota de forma a não embater na superfície de Terra. Não embatem, aterrissam, suavemente, no centro duma lixeira a perder de vista a alguns metros do mar. Os tripulantes saem. Em volta só se vê lixo empilhado, uns quantos arbustos raquíticos, e gaivotas a debicar no lixo, aves que eles julgam ser os únicos habitantes do planeta descoberto. Recorrendo ao registo dalgumas línguas do universo e a múltiplas imagens tridimensionais, tentam estabelecer comunicação com as gaivotas, e têm êxito apenas com uma delas, a mais inteligente, e a solicitação que lhe fazem é: "Leva-me ao teu chefe!".
   A ave levanta voo diante deles, e esvoaça até pousar numa gaivota a pedais que jaz na praia.

1 comentário:

  1. E, se enganaram por muito pouco!
    Estás mesmo inspirados, José. As musas te acompanham, de certeza!

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