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Subtileveza

Folheou os velhos álbuns de família enquanto o pai, apenas a alguns metros, alimentava os peixes do aquário.
- Estava aqui a reparar numa coisa - disse-lhe - nas fotos antigas, você está sempre com um cigarro na boca ou na mão. Você fumava muito!
- Uma média de dois maços por dia, começava logo que me levantava, e era até depois do jantar, e comprava aos pacotes, como hoje se compra aos maços. Parecia uma daquelas locomotivas a carvão.
- E você não largava a chupeta, mesmo comigo ou com um dos meus irmãos ao colo. Se eu fosse um cínico, era capaz de afirmar que o tabaco e nós estávamos em pé de igualdade.
O velhote sorriu, com a sábia bonomia que a experiência acrescenta a um homem.
- Vê as coisas desta maneira - replicou - deixei de fumar há trinta anos, abandonei o tabaco, mas nenhum de vocês me pode acusar do mesmo!

2 comentários:

  1. Acho que não compreendi. Devo estar pouco subtil neste momento!

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  2. Acho que a palavra chupeta me fez pensar que o pai falava do filho. Agora, relendo, me parece que o filho faz uma analogia do cigarro do pai com a dependência da chupeta nas crianças.
    Então o conto ficou claro.

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