sem cartesianismos

O filósofo Descartes era um homem probo e frugal, que desprezava lautos banquetes e apreciava dormir bem e durante muitas horas, da mesma forma que era capaz de estar uma noite inteira a debater ideias com outros filósofos e amigos. Durante essas longas conversas, era comum ficarem admirados com sua habilidade argumentativa e, não raro, dirigiam-lhe brindes, ou então, incitavam-no a fazê-lo como preito às matemáticas ou à luz da razão. Descartes, que trocara o vinho por sumos de frutos pisados (para não perder a clareza das suas deduções), erguia o seu copo e, com um ar grave, repetia para si mesmo: “Cogito, e ergo o sumo!”.


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