Rodin, o escultor, era um homem abençoado que só tinha que se preocupar com a sua arte. As contas por pagar, e o dinheiro para as pagar, ele deixava-as ao cargo do Pensador, assim como as críticas, os conflitos burocráticos, as acusações, e os miasmas da ignorância e da inveja - tudo isso ele entregava ao Pensador que havia criado. Criara-o para pensar por ele e ele Pensava, como toda a criatura obediente e humilde e ignorante. Por vezes, o trabalho era demasiado para o Pensador, e recaíam umas sobras sobre o pensamento de Rilke, que fazia o que podia para ajudar porque também tinha mais coisas em que pensar.

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