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Humano, demasiado humano

Tirou-lhe a mordaça da boca, e perguntou com voz preocupada.
- Não sofre de claustrofobia, pois não?
O outro abriu muito os olhos, espantado. Passou-lhe pela cabeça falar das mãos atadas atrás das costas, que já nem sentia, as dores nos joelhos, ou da ferida no ombro. Mas não, moveu o queixo dum lado para o outro até sentir novamente os nervos dos maxilares, e conseguiu responder.
- Não, não sofro de claustrofobia!
- Ah, ainda bem? Ainda temos cento e tal quilómetros pela frente, e com você aí fechado na mala do carro, era uma chatice.

Dicionário

                O “seu” dicionário não tinha muitas palavras, e entre estas, havia muitas quase virginais, intocadas, outras devassadas e p...