Ganhava os dias (esmolava), fazendo de homem-estátua na Rua Augusta, petrificado no meio da correnteza humana e pintado com o branco do mármore e dos muros caiadas dos cemitérios. Numa tarde bonita de Sol, cansou-se da sua imobilidade e começou a fazer de estátua corredora; e todos julgaram que aquilo era um perfeito absurdo até verem que corria ao seu lado a estátua do Vasco da Gama, que descera do Arco Triunfal.

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arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...