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O Justiceiro Nocturno levantou-se dum salto quando viu o seu símbolo projectado na nuvens pelo holofote da esquadra da polícia de Gotham. Arrumou a sua caixa de costura, vestiu num ápice a vestimenta de herói (com máscara, capa, penacho e tudo) e saiu pela janela, como um bom ocupa que se preze. A escada de incêndio por onde desceu para a rua, já tivera melhores dias e rangia por todos os lados; dois lances de escada mais abaixo, teve de dar um salto para evitar um alguidar vazio de roupa, caiu em cima dum gato enrolado a um canto do patamar, que miou de dor, fazendo-o dar um novo salto como se fosse impulsionado por uma mola, e caiu, mal, sobre a esquina do gradeamento. Quando recuperou a compostura, tinha sangue no joelho e no antebraço e, pior do que isso, rasgara a capa de veludo (feita no melhor tecido que conseguira arranjar), o que tornava impossível valer a alguém como super-herói naquela noite. A gemer e a manquejar, regressou ao seu quarto e, depois de verter algumas lágrimas pela sua capa estropiada, apontou aos céus e acendeu o seu próprio holofote, que projectou nas nuvens o símbolo da Cruz Vermelha.

Dicionário

                O “seu” dicionário não tinha muitas palavras, e entre estas, havia muitas quase virginais, intocadas, outras devassadas e p...