Aproveitando a esparsa luz em volta, ela saiu do seu esconderijo sob a cama e correu a bom correr pelas divisões da casa, atravessou o salão com lustre, a escadaria e um dos quartos. Quando estava quase a alcançar a cozinha, cometeu o erro de se expor num espaço aberto. Ainda sentiu a sombra ameaçadora sobre si, mas já era tarde demais, a parede negra caiu em cima dela, esmagando-a, com os seus sucos internos a espalharem-se do seu corpo arrebentado.
- Uhh, que nojo! - exclamou a menina, pensando em como iria limpar aquela barata morta da sua casa das bonecas.

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