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Os mensageiros


Abraão, o patriarca, estava sentado nos carvalhais de Manre, quando lhe apareceu três anjos, de roupas alvas e asas brilhantes.
- Abraão - disse um deles, o que transportava a voz - trazemos-te boas-novas. Queres ouvi-las?
Abraão respondeu que sim.
- Dizei-mas, mas primeiro deixem-me lavar-vos os pés, e trazer um pouco de pão.
O porta-voz suspirou.
- Primeiro que tudo, Abraão, não sei se te dás conta, mas a nossa vida no céu e muito aborrecida, um tédio de morte. Sabemos que não tens nenhuma filha núbil, e que a tua mulher está mais do que velha, mas não nos dês pão e bolotas. Ajudaria muito a nossa missão, se nos arranjasses um belo cordeiro assado, acompanhado talvez, dum pouco do vosso vinho espesso do Hebron. Depois de comermos e bebermos, anunciaria o que fomos incumbidos de anunciar, enquanto descansávamos à sombra destes carvalhos. Quem sabe, nessa altura, tu não nos conseguias um pouco de erva para fumar?

1 comentário:

  1. Há, há! Mensageiros não são, de fato, seres muito confiáveis, não é? desde o próprio Hermes...

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