INSTRUÇÕES:

Outros dados, e cartas, no final da página
Na penitenciária de muros altos e fortes, um grupo de prisioneiros prepara a fuga. Vestem sobre a sua vestimenta parda de prisioneiros, os enfeites coloridos de pano e papel que os faz parecer legumes e vegetais. Ocultam-se na penumbra duma esquina junto ás cozinhas, e esperam a carrinha que faz o aprovisionamento. Ela chega á hora habitual, e quando o ajudante do motorista deixa abertas as portas de trás para descarregar os produtos, eles enfiam-se lá dentro e camuflam-se entre caixas de batatas e alfaces. As portas fecham-se, e mal a carrinha cruza os portões da penitenciária, os prisioneiros começam a bater com força no habitáculo. O motorista faz uma travagem brusca, alarmado com tanto alarido. Os prisioneiros abrem eles mesmo a porta de trás, saem cá para fora e começam a acenar para os guardas da prisão, rindo e gritando aos saltos. Poucos minutos depois, os guardas estão ao pé deles, armados até os dentes. Um deles, dá-lhes os parabéns pelo ardil, trocam-se gracejos e apertos de mão, e então trocam de roupas e de papéis. Os ex-prisioneiros galgam as escadas para as torres da muralha, e os novos prisioneiros tomam o seu lugar no interior do recinto, tentando imaginar uma maneira original de tentarem a fuga sem serem descobertos.

A sombra dos dias

               Um galão direto e uma torrada com pouca manteiga  - pediu a empregada no balcão à colega. Podia até ter pedido antes,...