Matéria-prima

Casulos vazios e algodoados;
Finíssimas teias de aranha, enroladas em volta de um cabelo louro de criança;
Duas ou três mãos-cheias de espuma, colhidas no fundo duma cascata;
Folhas, muitas folhas de árvore, previamente secas entre as páginas de livros até não serem mais do que películas sépia imponderáveis,
e
líquenes esbranquiçados, retidos na superfície húmida duma asa de borboleta.

(Estes são alguns dos materiais de que fazemos uso, quando nos pomos a urdir castelos no ar).

1 comentário:

  1. E então podemos ser leves...
    bom, não é, Jose? Eu penso que sim.

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