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A forca e a força

O marinheiro sentado com as costas apoiado num tronco de árvore, olhava aborrecido para os homenzinhos minúsculos que se afadigavam em volta do seu pé descalço, dando laçadas e nós ao dedo grande.
- Vocês não desistem! – Reconheceu com uma ponta de admiração.
- Cala-te gigante! As palavras que dirigiste ao nosso rei foram muito graves e ofensivas, e foste condenado á pena de morte pelo nosso conselho de Estado. Não tens como tentar iludir a nossa justiça.
O gigante sentiu vontade de coçar o pé, enquanto eles apertavam o laço em volta do dedo, mas resistiu.
- Mas quando é que vocês se convencem, que não é assim que me conseguem enforcar?
- Silêncio, Gulliver! Já sobreviveste por duas vezes à nossa morte misericordiosa, mas ainda temos mais uma tentativa antes de tu poderes apelar, por fim, á clemência do nosso rei.

3 comentários:

  1. Quem sabe das "vidas" que acontecem a partir do dedão dos pés!?
    A página está muito bela com esta tela e o novo formato.
    Apreciei bastante a vossa carinha infantil.
    Um abraço, José.

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  2. Obrigado Angela, a foto é verdadeiramente um avatar, parece que foi tirada em outra encarnação num planeta distante.

    Abraço

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  3. A sua foto ou aquela de Bosch, ou ambas? Reparei que vc permaneceu com a paisagem do espelho d'água, embora pintura. Me faz bem olhar para isto.

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