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Notícia

O jovem estava sentado nos degraus das traseiras da casa, com o rosto entre as mãos, quando ouviu alguém aproximar-se. Era um homem, ou parecia-se com um homem, os cabelos longos assemelhavam-se a cobras, mas de cor azul, e as linhas e formas do seu corpo eram de uma palidez anil, e estremeciam como estremece a superfície quieta da água numa bacia, quando sopramos sobre ela.
- Vim avisar-te que o corpo da tua mãe já apareceu, está no saibro da margem do rio, ao pé do ulmeiro grande onde te via brincar quando eras criança.
O jovem soluçou, com o rosto afundado na palma das mãos.
- Obrigado, estranho...mas você fala como se já nos conhecesse...
- Eu sou o rio.

1 comentário:

  1. Que lindo! E a descrição do ser é perfeita, enquanto lia pude "ver" as águas em movimento leve ao sopro do ar.

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Rainha

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