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Internáufrago

Tanto navegou pela Internet, que acabou naufragado. Quem hoje o vê, quase não o reconhece, maltrapilho e barbudo numa ilha deserta, sob um coqueiro com folhas de Facebook e Messenger, e não fazendo mais do que andar em círculos (marcha sem sentido que só interrompe quando petisca uns cocos XXX, rilha umas folhas de Statcounter, ou adormece ao som das ondas de Spam). Mas sempre invisível, tão invisível que não há caranguejo ou spider de browser que detecte a sua presença. Quando o chamam do mundo real, do outro lado do mar, ele recusa-se a sair dali, porque continua sempre á espera de alguém que o descubra.

A sombra dos dias

               Um galão direto e uma torrada com pouca manteiga  - pediu a empregada no balcão à colega. Podia até ter pedido antes,...