Chuva de lanças

Como autor que era, não se esqueceu do seu portátil quando se pôs a caminho da redacção da revista. Mas não levou apenas o portátil, tinha a cara protegida por uma máscara de esgrima, usava um colete em kevlar e, pendurado ao ombro, um enorme carcaz carregado de lanças. Como seria de esperar, a sua chegada á revista causou uma apreensão geral nos presentes, particularmente na recepcionista á sua frente, cujo lábio inferior estremecia de medo como se estivesse a assistir ao advento do Anticristo. Sem se perturbar com aquele alvoroço todo, o autor apresentou-se.
- Chamo-me Marco Fonseca, e estou aqui em resposta ao desafio que vocês lançaram a todos os contistas freelancers.

arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...