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Até que a vida nos separe

O rapaz era volúvel, mas achava que tudo tinha de ser feito de forma séria e tradicional, quando namorava uma mulher, era sempre para ser algo sólido e definitivo, e pedi-a em casamento, e casava. Mas os seus casamentos nunca duravam muito tempo e logo se desencantava com alguma coisa, o mau-hálito dela ou o perfume que usava, a penugem nas coxas, a falta ou excesso de cultura, ou o ladrar do cão dum vizinho, e o divórcio chegava num ápice. Quando o vento estava a favor, era para sempre, quando o vento mudava era Gosto muito de ti, mas…O rapaz tinha já na conta uma dezena de casamentos abortados, e continuava á procura da mulher ideal, e de cada vez que tomava uma decisão, anunciava aos amigos: Vou pedi-la em casamento! - Mas o que o seu cérebro entendia mesmo, era: Vou pedi-la em cata-vento!

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