Lealdade

Gonçalo não era homem para ter ou manter muitos amigos, simplesmente, não tinha feitio para isso. Bem vistas as coisas, tinha apenas um amigo, com quem conversava amiúde sobre a sua vida e os seus dias, um amigo que não se cansava de o ouvir e que nunca o deixaria só ou defraudaria a sua confiança. Por um tortuoso elipse do seu espírito, nunca se deu ao trabalho de se questionar como seria possível ao amigo abandoná-lo, estando ele enterrado no jardim da casa, aos pés da oliveira centenária.

Mensagens populares deste blogue

A viagem

Abril de 1918 - o caminho para uma Primavera de sangue