Laikais

(imagem daqui)

Noite, a lua alveja,
e a minha cadela uiva,
num banho de cerveja


Pátio pungente
a corrente de ferro,
fez-me descrente


Casa em ruínas,
No velho pórtico,
Respondo ao vento


Guia o cego na estrada,
deita-se a seus pés
e come bordoada


Carros indo e vindo,
a puta faz-me uma festa,
e diz-me que sou lindo


arenga sobre o amor

«Tu és a mulher amada: destrói-me! Tua beleza /Corrói minha carne como um ácido! Teu signo / É o da destruição! Nada resta / Depois de ti ...